O QUE É ACUPUNTURA?

A Acupuntura é uma terapia milenar originária da China que tem por objetivo restabelecer e harmonizar o equilíbrio energético (Qi) do organismo promovendo a saúde. Utiliza agulhas esterilizadas e descartáveis finíssimas inseridas em locais específicos em todo o corpo chamados de acupontos. É um método seguro e praticamente indolor.

O QUE A ACUPUNTURA PODE TRATAR?

A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda a Acupuntura aos seus Estados- Membros e o consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da Acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde. Pesquisas já apontaram que a Acupuntura e a Moxabustão podem tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso e imunológico, aos aparelhos digestivo e geniturinário, e aos sistemas muscular e ósseo, além da pele.

ALGUMAS CONDIÇÕES TRATADAS PELA ACUPUNTURA

Dores e condições inflamatórias: lombalgia (dor nas costas), enxaquecas, cervicalgia (dor na nuca), bursite, tendinites, ciatalgia (ciático), disfunção na ATM.

Transtornos reumatológicos: fibromialgia, artrite reumatóide, gota, lupus.

Sexualidade: infertilidade, frigidez, disfunção erétil.

Problemas emocionais: stress, depressão, ansiedade, insônia, TPM.

Dependência química: desintoxicação e suporte para abandono do vício.

Estética e dermatologia: acne, paralisia facial, celulite, gordura localizada,rugas,psoríase.

VANTAGENS DA ACUPUNTURA

Ativa o sistema imunológico

É segura, simples e de baixo custo

Permite diminuir o uso de medicamentos

Pode ser utilizada no tratamento de várias doenças

Promove equilíbrio orgânico e energético

Obtém resultados mais duradouros

A Acupuntura trata o problema e reequilibra o paciente como um todo

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NOTAS CLÍNICAS: LONG DAN

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Por Roberto Almeida –  Terapeuta Acupunturista

Dentre as diversas fórmulas magistrais empregadas na prática clínica, Long Dan Xie Gan Tang (Gentiana Longdancao Decoction to Drain the Liver ou Gentiana Drain Fire Decoction) pertence à classe de medicamentos que clareiam o calor e à subclasse de medicamentos que clareiam o calor dos órgãos internos.

Esta fórmula provém do Yi Fang Ji Jie (Analytic Collection of Medical Formulas) publicada em c.1682 e seu autor é Wang An, um famoso médico do início da dinastia Qing.

Long Dan é de natureza fria e amarga e possui um tropismo pelo fígado, vesícula e estômago. Esta fórmula age clareando e drenando a umidade-calor do triplo-aquecedor (e do aquecedor inferior em particular) e também drena a plenitude de calor e o fogo do fígado e vesícula biliar.

Long Dan é constituído por:

Long Dan Cao (Radix Gentianae Longdancao) 8.50 %

Huang Qin (Radix Scutellariae Baicalensis) 11.00 %

Zhi Zi (Fructus Gardeniae Jasminoidis) 11.00 %

Chai Hu (Radix Bupleuri) 8.50 %

Mu Tong (Caulis Akebiae Trifoliatae) 5.50 %

Che Qian Zi (Semen Plantaginis) 14.00 %

Ze Xie (Rhizoma Alismatis Orientalis) 11.00 %

Sheng Di Huang (Radix Rehmanniae Glutinosae) 14.00 %

Dang Gui (Radix Angelicae Sinensis) 11.00 %

Gan Cao (Radix Glycyrrhizae Uralensis) 5.50 %

Dentro dessa fórmula, Long Dan Cao (Radix Gentianae) é extremamente amarga e muito fria. É o medicamento soberano agindo tanto na drenagem do fogo quanto na eliminação da umidade. Ela drena a plenitude de fogo da vesícula, especialmente na parte superior do corpo, ao mesmo tempo que se precipita e elimina o calor úmido da parte inferior do corpo.

Huang Qin (Radix Scutellariae) e Zhi Zi (Fructus Gardeniae) são os ministros desta fórmula. Eles também têm as funções de drenar o fogo com seu frio e seu amargor e são combinados com Long Dan Cao (Radix Gentianae) para esse fim. Ze Xie (Rhizoma Alismatis), Mu Tong (Caulis Akebiae) e Che Qian Zi (Semen Plantaginis) clareiam o calor e dispersam a umidade. Assim, eles ajudam na eliminação do calor-úmido através do trato urinário. Como o fígado pode armazenar sangue e calor dentro do seu canal e isto pode facilmente danificar o yin e o sangue ao mesmo tempo, usa-se ingredientes amargos e frios para secar a umidade: Sheng Di (Radix Rehmanniae glutinosa) e Dang Gui (Extremitas Radicis Angelicae Sinensis) são assistentes utilizados para enriquecer o yin e nutrir o sangue.

Gan Cao (Radix Glycyrrhizae) regula e harmoniza todas as outras ervas.

Portanto, temos nesta fórmula a suplementação com a drenagem e o enriquecimento com a dispersão. Isso ajuda a diminuir o fogo e clarear o calor, além de separar o claro do turvo1,2. Deve ser utilizada com cautela, haja vista que ervas frias e amargas podem danificar o estômago e o baço3.

REFERÊNCIAS

1 Flaws B, Sionneau P. The Treatment of Modern Western Diseases With Chinese Medicine: A Textbook & Clinical Manual. 2ed. Boulder, CO: Blue Poppy Press, 2005.

2 Flaws B. Treating Allergies and Autoimmune Diseases with Chinese Medicine [CD-ROM]. Boulder: Blue Poppy Press;2010.

3 Yu CS, Fei L. Guia Clínico de Ervas e Fórmulas na Medicina Chinesa. São Paulo: Roca. 1996.

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Se você, ou uma pessoa que você ama, sofre com problemas de saúde de difícil solução e fica vagando por vários profissionais que às vezes não lhe dispensam a atenção que você quer e precisa ou, por outro lado, faz tratamentos longos e caros sem experimentar uma melhora, talvez seja a hora de você se consultar com um ACUPUNTURISTA!

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NOTA EXPLICATIVA: O que é Acupuntura? A Acupuntura é uma técnica milenar da Medicina Tradicional Chinesa, bem como a auriculoterapia, moxabustão, ventosaterapia,an-ma e a reflexologia, dentre outras. É considerada como uma medicina alternativa ou complementar. Os pontos da Acupuntura utilizados nas sessões tratam desde uma lombalgia até problemas mais graves. Os pontos de Acupuntura atuam também de forma bastante eficaz sobre as dores, stress, vícios e na estética - acupuntura estética. O acupunturista integra os esforços da fisoterapia, da homeopatia, da medicina convencional e de inúmeras outras áreas, incluindo aí demais especialidades abarcadas pelas terapias alternativas. A Eidos Acupuntura e Medicina Chinesa está sediada em Curitiba, Paraná. Em nossa clínica o acupunturista utiliza principalmente a técnica chinesa complementada por outras técnicas milenares igualmente fundamentadas nos pontos de Acupuntura para proporcionar saúde, beleza, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes.

NOTAS CLÍNICAS: FATORES PATOGÊNICOS EXTERNOS

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Admiration (1897) de William Adolphe Bouguereau (1825-1905)

1 INTRODUÇÃO

De acordo com MACIOCIA (1996) os Chineses chamam os fatores externos de "energias perversas" (patogênicas), ou seja,  energias capazes de provocar o aparecimento de patologias no organismo. As desarmonias  provocadas pela  "Energia Perversa"(Xie Qi) ou "Pertubadoras", funcionam como fator etiológico externo.

Em condições normais de saúde o corpo não é invadido pelos seis excessos (como referido por Maciocia): Vento, Frio, Calor, Secura, Vento-Calor, Calor de Verão (ou Canícula) e Umidade. Isso acontece somente quando houver um desequilíbrio entre o Qi do corpo (Wei Qi) e o fator patogênico exterior (Xie Qi), em decorrência de alterações climáticas muito fortes, principalmente causadas pela debilidade do organismo em relação ao fator climático, neste caso o Xie Qi penetra no organismo independente da sua intensidade.

Para  AUTEROCHE (1992), as doenças relacionadas aos seis fatores externos estão relacionadas intimamente com mudanças sazonais na intempérie e no ambiente natural. Por exemplo, síndromes de calor acontecem mais comumente no verão, síndrome de frio principalmente no inverno e síndrome de umidade normalmente são causadas por exposição prolongada à umidade, também podemos chamar essas síndromes de doenças sazonais.

Cada um dos seis fatores patogênicos podem afetar o corpo singularmente ou em combinação. Exemplo são os resfriados comuns devido ao vento e frio patogênicos ou síndromes bi devido ao vento frio e umidade patogênicos. No desenvolvimento da doença, os seis fatores exógenos podem influenciar um ao outro e também podem, sob determinadas condições, transformarem-se um no outro, por exemplo o frio patogênico pode se transformar em calor no interior do corpo, e o calor de verão prolongado pode resultar em secura pelo consumo do Yin do corpo (CORDEIRO, 2001).

Ainda segundo AUTEROCHE (1992), além das características climáticas, os seis excessos abrangem também manifestações patológicas provocadas por fatores biológicos (bactérias, vírus, etc.), físicos ou químicos que atuam sobre o organismo.

2 OS SEIS FATORES PATOGÊNICOS

2.1 VENTO (FENG)

  • Energia principal da primavera, porém ocorre em outras estações

  • Fator patogênico Yang

  • Enfraquece o Qi defensivo

  • Ataque abrupto e desaparecimento repentino

  • aracterizado por movimento constante

  • Está apto a se associar com outros fatores patogênicos (frio, umidade, secura e calor e flegma) formando os fatores patogênicos complexos

  • Afeta a parte superior do corpo

  • Tende a danificar o sangue e o Yin

2.1.1 ETIOPATOGENIA DO FATOR VENTO

Vento exterior: pode invadir qualquer canal, principalmente os Yang.

Sinais e sintomas – Paralisia facial, rigidez no pescoço, calafrios, aversão ao frio ou ao vento, espirro, tosse (obstrução das funções dispersoras e descendentes do pulmão), secreção nasal, expectoração profusa e branca, febre, dor no meridiano do Yang máximo (intestino delgado e bexiga) e na nuca, prurido na garganta, sudorese, dor migratória articular;

Pulso – Lento; Flutuante.

Vento interno: é causado pelo mau funcionamento do fígado que pode ser por calor extremo no fígado; Ascensão do Yang do fígado e deficiência do sangue no fígado.

Sinais e sintomas – Tremores, paralisia (AVE), convulsões, rigidez repentina, cefaléia, vertigem, tinidos, hipertensão, memória fraca, insônia, menstruação escassa.

Pulso – Em corda e fino.

Língua – Pode estar vermelho escura, normal ou pálida; Sem saburra, com saburra amarelada, seca e fina.

2.1.1 COMBINAÇÃO DO VENTO COM OUTROS FATORES PATOGÊNICOS

2.1.1.1 Vento-Frio

Sinais e sintomas: aversão ao frio, calafrios, espirros, tosse, secreção nasal com muco branco e aquoso, rigidez e dor occiptal, urina clara, prurido na garganta, ausência de sede.

Língua – Cor inalterada, saburra branca e fina.

Pulso – Flutuante e tenso.

2.1.1.2 Vento-Calor

Espirro, tosse, secreção nasal com muco amarelado, febre dor occipital, pouca transpiração, prurido ou dor na garganta, amígdalas aumentadas.

Língua – Avermelhada na parte anterior ou nas laterais, saburra branca e fina.

Pulso – Flutuante e rápido.

2.1.1.3 Vento-Umidade

Glândulas aumentadas, febre, náusea, transpiração, rigidez occiptal, dor no corpo, dor muscular, sensação de peso no corpo, articulação entumescida.

Pulso – Flutuante-deslizante

2.1.1.4 Vento-água

Aversão ao frio, febre, edema, face e olhos entumescidos, tosse com expectoração branca e aquosa, transpiração, ausência de sede.

Pulso – Flutuante

2.2  FRIO (HAN)

  • Fator patogênico Yin

  • Tende a danificar o Yang

  • Pode causar a síndrome da obstrução dolorosa

  • Obstrui a circulação do Yang Qi e do sangue

  • Invasão do estômago, intestino e útero

  • Pode ser interior e exterior

  • Caracterizado pela contração e estagnação

  • Qi essencial do inverno

2.2.1 ETIOPATOGENIA DO FATOR FRIO

2.2.1.1 Frio Externo

Frio pode invadir diretamente os canais e provocar a síndrome de obstrução dolorosa, com sintomas de dor em uma ou mais articulações, calafrios e contração dos tendões. Além de invadir músculos, canais e articulações, também invade o estômago (epigastralgia e vômito), intestinos (diarréia e dor abdominal) e útero (dismenorréia aguda).

Outros sinais e sintomas: enrijecimento, contração dos tendões e calafrios, secreções finas e aquosas e transparentes, urina pálida, fezes amalecidas.

2.2.1.2 Frio Interno

Pode ser por plenitude ou por vazio. Suas manifestações são similares, por terem a mesma natureza.

a) Frio por plenitude Interior – Caracterizado por início agudo, dor intensa. Língua com saburra branca e espessa, pulso cheio e tenso.

b) Frio por vazio Interior – Caracteriza-se por inicio gradual, dor surda. Língua com saburra branca e fina, às vezes pálida; E pulso vazio, fraco e lento.

2.3 CALOR DO VERÃO (SHU)

  • Fator patogênico Yang

  • Tende a danificar o Yin e os líquidos

  • Ocorre apenas no verão

  • Produz vento e agita o sangue

  • Consome o Qi e o Yin, e pede perturbar a mente

2.3.1 ETIOPATOGENIA DO FATOR CALOR

Aversão ao frio (no estágio inicial – o calor verão invade o qi defensivo, e este falha em aquecer os músculos); Transpiração; dor de cabeça; urina escassa; secura; lábios secos; sede.

O calor também pode invadir o pericárdio em casos mais graves, provocando o desvanecimento da mente (delírio, inconsciência, linguagem indefinida).

Pulso: Flutuante-rápido

Língua: Vermelha nas laterais e na parte anterior

O calor de verão pode juntar-se à umidade e provocar desequilíbrios como: tontura, sensação de cabeça pesada, náuseas, diarréia, lentidão geral.

2.4 UMIDADE (SHI)

  • Fator patogênico Yin
  • Está relacionado as condições de moradia e de trabalho (freqüente contato com a água)
  • Caracterizada por viscosidade e estagnação; indolência e desordenação
  • Tende invadir a parte inferior primeiro (membros), subir pelos canais das pernas e estabelecer-se em algum órgão da cavidade pélvica
  • Pode ser externa (clima úmido), ou interna (deficiência do Baço)

2.4.1 ETIOPATOGENIA DAO FATOR UMIDADE

Sensação de distenção na cabeça, tontura, cansaço geral, opressão no peito e epigástrio, náuseas, vômito, viscosidade e sabor adocicado na boca, doenças de pele, abscessos, úlceras gotosas, leucorréia (purulenta e com odor forte), urina turva, artrite reumatóide (síndrome de Bi fixo), encefalite.

Pulso: Deslizante

Língua: com saburra pegajosa

2.4.1.1 UMIDADE EXTERNA

Pode ser de três tipos:

Tipo I: Invasão simples da umidade em órgãos internos (Bexiga, Estômago, Intestinos, útero e vesícula biliar). Sinais e sintomas:

Bexiga: dor e dificuldade de urinar, escassez de urina, urina turva, sensação de peso no abdome inferior;

Língua: com saburra espessa e pegajosa na raiz;

Pulso: deslizante.

Se os sintomas da bexiga forem associados ao calor, pode ocorrer dor em queimação durante a micção, urina escura, sede (sem vontade de beber).

Língua: com saburra amarela;

Pulso: ligeiramente rápido.

Estômago: vômito, diarréia, dor epigástrica, membros frios, falta de apetite.

Língua: com saburra branca, espessa e pegajosa;

Pulso: Deslizante.

Intestinos: diarréia, dor abdominal, sensação de peso.

Língua: com saburra branca, espessa e pegajosa;

Pulso: deslizante.

Útero: Menstruação dolorosa, secreção vaginal excessiva.

Língua: saburra branca, espessa e pegajosa na raiz;

Pulso: deslizante.

Vesícula biliar: dor no hipocôndrio, sensação de peso, gosto amargo na boca.

Língua: com saburra amarela e pegajosa em um lado;

Pulso: deslizante.

Tipo II: Invasão de umidade nos canais causando Síndrome de obstrução dolorosa.

Essa condição é o estágio agudo da síndrome. Quando uma articulação é agredida se trata de frio-umidade, mas se várias articulações são agredidas, a causa é umidade-calor.

Tipo III: Invasão de umidade-calor externo, ou o calor de verão combinado com a umidade.

Umidade-calor: calafrios, febre, glândulas aumentadas, cefaléia, opressão no tórax e epigástrio, gosto pegajoso na boca, ausência de sede.

Língua: saburra branca e pegajosa

Pulso: encharcado

Calor de verão: febre, ligeira aversão ao frio, ausência de transpiração, irritabilidade, sede.

Língua: vermelha e com saburra pegajosa

Pulso: fraco, flutuante e rápido.

2.4.1.2 UMIDADE INTERNA

Surge a partir de uma deficiência do baço no transporte e transformação dos fluidos corporais, há então o acúmulo desses fluidos formando a umidade. Pode ocorrer também por deficiência dos Rins.

A umidade interna pode ser crônica ou aguda. A primeira envolve os órgãos internos, canais e pele, e a segunda envolve umidade-calor no nível do Qi dentro da identificação dos padrões pelos quatro níveis.

Principais sintomas: falta de apetite, boca pegajosa, ausência de sede, náuseas, cabeça e corpo pesados, diarréia pastosa ou líquida, pele edematosa, rosto amarelo, leucorréia, urina turva.

2.5 SECURA (ZAO)

· Tende a esgotar o sangue e o yin (especialmente o yin do pulmão)

· Prejudica os líquidos Jin do corpo

· Qi principal do outono

· Fator patogênico Yang

· Pode ser interno ou externo

2.5.1 SECURA EXTERNA

É dividida em quente (Wen Zao) ou fria (Liang Zao). Na primeira os sintomas são de: febre, leve temor do vento e do frio, cefaléia. Na segunda são: temor do frio, febre, cefaléias, ausência de suor, tosse seca, boca e nariz secos.

Os sinais e sintomas gerais da secura externa são: garganta seca, lábios secos, língua seca, boca seca, pele seca (enrugada e rachada), urina escassa e fezes ressecadas.

2.5.2 SECURA INTERNA

Estado de diminuição dos líquidos orgânicos, causado por abundância de calor, ou por perdas de Jin após transpirações profusas e consecutivas, vômitos, espoliações sanguíneas. Assim, como uma deficiência do Jing e do sangue, por doenças crônicas.

Língua: com fissuras, seca, descascada no centro.

2.6 FOGO (HUO)

· Abundância de yang

· Esgota o yin e o fígado

· Mais intenso que o calor

· Pode iniciar o Vento e provocar distúrbio no sangue

· Seca os fluidos

· Pode causar sangramento

· Move-se para cima

· Afeta a mente

O fogo surge do interior do organismo, ou de fatores patogênicos externos, mas quando se manifesta é um fator interior. A natureza do fogo é elevar-se a cabeça , secar os fluidos, consumir o sangue e o Yin, esvaziar o Qi e afetar a mente. Ele também pode ser excessivo ou deficiente.

Fogo excessivo: sensação de calor constante, face e olhos vermelhos, boca seca, gosto amargo na boca, constipação, urina escura e escassa, sede intensa, agitação mental, manchas roxo-escuras abaixo da pele (máculas), hemorragias e vômitos de sangue.

Língua: com saburra amarela

Pulso: Cheio, profundo e rápido.

Fogo deficiente: surge a partir de deficiência de yin. Os sinais e sintomas são: transpiração noturna, sensação de calor no tórax, palma da mão e planta dos pés, bochechas vermelhas, boca seca, sensação de calor ao anoitecer.

Língua: vermelha e descascada

Pulso: Flutuante-vazio e rápido.

BIBLIOGRAFIA

AUTEROCHE, B.; NAVAILH, P. Diagnóstico na Medicina Chinesa. São Paulo: Andrei, 1992.

CORDEIRO, Ari E Cordeiro, Rui. Acupuntura: Elementos Básicos. 3ª  edição. São Paulo: Polis, 2001.

CINTRACT, M. Curso Rápido de Acupuntura. São Paulo: Andrei, 1987.

DULCETTI, Orley Junior. Acupuntura e Auriculoterapia. São Paulo: Ensaio. 1986. Pequeno Tratado de Acupuntura Tradicional Chinesa. São Paulo: Andrei, 2001.

MACIOCIA, Giovanni. Os fundamentos da medicina chinesa. São Paulo: Roca, 1996.

VOISIN, H. Acupuntura Para o Clinico Geral. São Paulo: Andrei, 1983.

YAMAMURA, Ysao. Tratado de medicina chinesa. São Paulo: Roca, 1993.

__________

Se você, ou uma pessoa que você ama, sofre com problemas de saúde de difícil solução e fica vagando por vários profissionais que às vezes não lhe dispensam a atenção que você quer e precisa ou, por outro lado, faz tratamentos longos e caros sem experimentar uma melhora, talvez seja a hora de você se consultar com um ACUPUNTURISTA!

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NOTA EXPLICATIVA: O que é Acupuntura? A Acupuntura é uma técnica milenar da Medicina Tradicional Chinesa, bem como a auriculoterapia, moxabustão, ventosaterapia,an-ma e a reflexologia, dentre outras. É considerada como uma medicina alternativa ou complementar. Os pontos da Acupuntura utilizados nas sessões tratam desde uma lombalgia até problemas mais graves. Os pontos de Acupuntura atuam também de forma bastante eficaz sobre as dores, stress, vícios e na estética - acupuntura estética. O acupunturista integra os esforços da fisoterapia, da homeopatia, da medicina convencional e de inúmeras outras áreas, incluindo aí demais especialidades abarcadas pelas terapias alternativas. A Eidos Acupuntura e Medicina Chinesa está sediada em Curitiba, Paraná. Em nossa clínica o acupunturista utiliza principalmente a técnica chinesa complementada por outras técnicas milenares igualmente fundamentadas nos pontos de Acupuntura para proporcionar saúde, beleza, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes.

NOTAS CLÍNICAS - AGULHA DE FOGO

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Agulha de Fogo

Por Roberto Almeida

1 Introdução e histórico1
A Agulha de Fogo Agulha de Fogo é uma técnica de inserção de agulhas previamente aquecidas ao rubro. Um método bastante interessante para tratar Síndromes Bi e Frio. Segundo o dicionário de acupuntura e moxabustão da Hunan Science & Technology Press
“...uma técnica de acupuntura também referida como instrumento de acupuntura. A agulha grande (Da Zhen) dentre as nove agulhas clássicas dos tempos antigos foi descrita como agulha de fogo e também chamada de Fan Zhen, ela possui 2cun de comprimento e é utilizada para inchaço e envenenamento, alívio do espasmo muscular e drenagem de toxinas.’’
Ao utilizá-la, a inserção deve ser rápida, precisa e não muito profunda (exceto em casos especificamente indicados). A técnica de utilização da agulha de fogo foi primeiramente descrita no Spiritual Axis (Ling Shu), mais especificamente no capítulo 7 que trata sobre os métodos clássicos de agulhamento.
“O nono tipo de agulhamento é chamado de Cui Ci e tem o intuito de tratar a Síndrome Bi utilizando uma agulha aquecida ao rubro com fogo”.
Em outros textos clássicos posteriores ao Huang Di Nei Jing a técnica assim denominada Huo Zhen continuou a ser descrita , usando também as denominações de Cui Zhen (agulha quente e vermelha) e Fan Zhen (agulha incandescente).
No texto Zhen Jiu Da Cheng (Grande Compêndio de Acupuntura e Moxabustão) da Dinastia Ming (1368 – 1644) há também as seguintes recomendações sobre o Huo Zhen:
“Quando aquecer a agulha, deve-se torná-la vermelho vivo a fim de que os efeitos curativos possam ser obtidos. Se a agulha não estiver rubra após o aquecimento, ela não produz qualquer efeito sobre as doenças, mas machuca os pacientes.”
Autores contemporâneos sugerem que as agulhas a serem empregadas para o Huo Zhen devem ter um comprimento médio de 2cun e diâmetro de 0,5 a 1,2 mm, mais grossas portanto que as agulhas usuais. As agulhas menores e mais finas são indicadas para estímulos mais superficiais.

2 Profundidade da aplicação
Profunda: inserção rápida de uma agulha mais longa a uma profundidade de até 0,5 cun, que poderá variar de acordo com as condições da doença e a estrutura do paciente.
Superficial: inserção rápida e precisa a uma profundidade de até 0,2 cun no ponto selecionado. Pode ser feito com agulhas dérmicas (Pi Nei Zhen).
Superficial com cauterização: inserção vagarosa e suave no ponto escolhido, superficialmente, para promover cauterização.
A inserção de agulhas aquecidas ao rubro provoca, num primeiro instante, o aporte de calor ao corpo e, como consequência , favorece o livre fluxo de Qi e Xue removendo obstruções. Também tonifica o Qi e o Yang e harmoniza os Zang Fu.
3 Na prática clínica corriqueira
A Agulha de Fogo é uma técnica com grande aplicação nos quadros agudos e recentes de problemas que afetam músculos e tendões, embora sua aplicação não se restrinja somente a estes.
4 A técnica da Agulha de Fogo sob a ótica da Acupuntura Japonesa utilizando Canais Tendino- Musculares
O quadro abaixo mostra, segundo a equipe da Yin Yang House2, os pontos que serão mais comumente utilizados na técnica. Eles salientam que, para se utilizar esta técnica, é preciso estar familiarizado com o trajeto dos Canais.
Canais Yang Pontos de Reunião Pontos Yuan Fonte Pontos Luo Conexão
Tai Yang (SI) Mão GB 13 SI 4 SI 7
Tai Yang (UB) Pé ST 3 UB 64 UB 58
Shao Yang (TH) Mão GB 13 TH 4 TH 5
Shao Yang (GB) Pé ST 3 GB 40 GB 37
Yang Ming (LI) Mão GB 13 LI 4 LI 6
Yang Ming (ST) Pé ST 3 ST 42 ST 40
Canais Yin Pontos de Reunião Pontos Yuan Fonte Pontos Luo Conexão
Tai Yin (LU) Mão GB 22 LU 9 LU 7
Tai Yin (SP) Pé CV 3 SP 3 SP 4
Jue Yin (PC) Mão GB 22 PC 7 PC 6
Jue Yin (LV) Pé CV 3 LV 3 LV 5
Shao Yin (HT) Mão GB 22 HT 7 HT 5
Shao Yin (KD) Pé CV 3 KD 3 KD 4

Nota: SI = ID; LV=F; HT=TA; KD=R; GB=VB; CV=VC; SP=BP; LU=P; ST=E; LI=IG; UB=BX;


5 Determinando os canais comprometidos

O paciente sente dor ao realizar os seguintes movimentos Meridiano que deverá ser tratado
Movimentos de membros afastando-se do corpo Tai Yang
Movimentos de rotação do braço / ombro / quadril Shao Yang
Segurar ou opor resistência a algum objeto Yang Ming
Movimentos de membros em direção ao corpo Tai Yin
Movimento de rotação com o braço ou perna dobrados Shao Yin
Movimento de rotação com o braço ou perna esticados Shao Yang
Paralisia ou flacidez dos membros Jue Yin


6 Protocolo de Diagnóstico
Realizar palpação procurando pontos que aliviam a dor, enquanto o paciente executa movimentos que provocam a dor.
Palpar os pontos Ting.
Palpar os pontos Yuan Fonte.
Palpar os pontos de Conexão Luo
Palpar os pontos de Reunião.
7 Protocolo de tratamento
7.1 Se múltiplos canais estão envolvidos, o tratamento deve ser feito na seguinte ordem:
Tai Yang (SI / UB)
Yang Ming (LI / ST)
Shao Yang (TH / GB)
Tai Yin (LU / SP)
Shao Yin (HT / KD)
Jue Yin (PC / LV)
7.2 Ordem dos procedimentos
Realizar sangria no ponto Ting
Realizar sangria no Ponto Luo (uma ou duas gotas de sangue é suficiente)
Tonificar o ponto fonte (agulhar em ângulo de 45 graus, inserção profunda para problemas crônicos e superficial para problemas agudos)
Reter as agulhas por 10 minutos
Retirar as agulhas
Aplicar a técnica de agulha de fogo (agulhando suave e superficialmente) ao longo do meridiano muscular
Se desejar, agulhar o ponto de Reunião do canal (ângulo de 45 graus e inserção profunda) e mantê-la por aproximadamente 10 minutos
8 Contraindicações
Não use em áreas ou em condições em que haja fortes sinais de Calor (exceto nos casos específicos de dispersão de calor).
Não usar em pontos contraindicados durante a gravidez.

9 Seleções de Pontos para a prática de Agulha de Fogo em condições variadas1
9.1 Torcicolo
Finalidade: Eliminar Vento e Frio, Liberar o fluxo dos Canais e Colaterais.
Pontos Ashi e ID19 (Tinggong)
9.2 Ciatalgia
Finalidade: Eliminar Frio, Umidade e estagnação de Qi e estase de Sangue nos Canais e Colaterais, tonificar o Qi Verdadeiro.
Pontos Ashi e B60 (Kunlun)
9.3 Dismenorreia
Finalidade: Eliminar Frio e Umidade do Útero, aquecer os Canais, drenar o Qi do Fígado, ativar o fluxo de Qi e Sangue, tonificar o Rim, equilibrar o Chong Mai e o Ren Mai.
Ponto: VC3 (Zhongji)
Havendo Frio e Umidade: B32 (Ciliao)
Havendo Depressão do Qi do Fígado: B18 (Ganshu) e BA6 (Sanyinjiao)
Havendo Deficiência do Yin do Fígado e do Rim: R3 (Taixi) e R6 (Zhaohai)
9.4 Hérnia de disco3
Pontos do segmento discal lesionado, Jiaji (EX-B 2), pontos Ashi e Shenshu (BX 23), Zhibian (BX 54) e Huantiao (VB 30).
9.5 Tontura advinda de fleuma túrbido 4
VG 20
9.6 Artrose da mão5
Sanjian (IG 3), Zhongzhu (TA 3), Houxi (ID 3) e agulha de fogo nos pontos Ashi
9.7 Dor cervical6
Baihui (VG 20), Wangu (VB 12), Fengchi (VB 20), Tianzhu (BX 10) e Jia ji da cervical (EX-B 2)
REFERÊNCIAS
1 Notas pessoais.
2 Japanese Acupuncture Needling Techniques - Fire Needle. Disponível em Yin Tang House.
3 Yang LY, Lu DJ, Li YH. Observation on therapeutic effect of fire-needle therapy on lumbar intervertebral disc herniation. Zhongguo Zhen Jiu. 2009 Jun;29(6):449-51.
4 Huang CJ, Wu YH. Fire needle pricking at Baihui (GV 20) for dizziness with turbid phlegm type. Zhongguo Zhen Jiu. 2013 Mar;33(3):284.
5 Li H, Zhang FH, Wang YC. Observation on the efficacy of acupuncture and fire needle therapy for hand osteoarthritis. Zhongguo Zhen Jiu. 2013 Oct;33(10):885-8.
6 Zhang XZ, Wang LL, Liu YQ. Clinical observation on cervical headache treated with acupuncture and fire needling technique. Zhongguo Zhen Jiu. 2013 Nov;33(11):989-92.
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Se você, ou uma pessoa que você ama, sofre com problemas de saúde de difícil solução e fica vagando por vários profissionais que às vezes não lhe dispensam a atenção que você quer e precisa ou, por outro lado, faz tratamentos longos e caros sem experimentar uma melhora, talvez seja a hora de você se consultar com umACUPUNTURISTA!
Não espere o agravamento do problema. Marque hoje mesmo uma consulta e se surpreenda!
NOTA EXPLICATIVA: O que é Acupuntura? A Acupuntura é uma técnica milenar da Medicina Tradicional Chinesa, bem como a auriculoterapia, moxabustão, ventosaterapia,an-ma e a reflexologia, dentre outras. É considerada como uma medicina alternativa ou complementar. Os pontos da Acupuntura utilizados nas sessões tratam desde uma lombalgia até problemas mais graves. Os pontos de Acupuntura atuam também de forma bastante eficaz sobre as dores, stress, vícios e na estética - acupuntura estética. O acupunturista integra os esforços da fisoterapia, da homeopatia, da medicina convencional e de inúmeras outras áreas, incluindo aí demais especialidades abarcadas pelas terapias alternativas. A Eidos Acupuntura e Medicina Chinesa está sediada em Curitiba, Paraná. Em nossa clínica o acupunturista utiliza principalmente a técnica chinesa complementada por outras técnicas milenares igualmente fundamentadas nos pontos de Acupuntura para proporcionar saúde, beleza, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes.

NOTAS CLÍNICAS: PONTOS DE ACUPUNTURA EM AVC ISQUÊMICO

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PARTE I - ASPECTOS GERAIS E DA MEDICINA OCIDENTAL

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

O que é

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), também conhecido por derrame ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria.

Responsável por 85% dos casos de derrame, a doença é a principal causal de morte e incapacidades no Brasil. A cada 6 segundos uma pessoa no mundo morre decorrente de um AVC. Raro em crianças, acomete tanto pessoas jovens quanto idosas.

Quando não mata, o AVCI deixa sequelas que podem ser leves e passageiras ou graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo e problemas de visão, memória e fala.

A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte neuronal em poucas horas. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e encaminhamento rápido ao hospital são atitudes fundamentais.

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Sintomas

Fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo, dificuldade para falar e/ou entender coisas simples, engolir, andar e enxergar, tontura, perda da força da musculatura do rosto ficando com a boca torta, dor de cabeça intensa e perda da coordenação motora. Os sinais acontecem de forma súbita e podem ser únicos ou combinados.

Fatores de risco

Os fatores de risco para o AVC podem ser considerados modificáveis (controlados com mudanças no estilo de vida ou medicamentos) ou não modificáveis.

O tabagismo, altas taxas de colesterol e triglicérides, sedentarismo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas são os principais fatores de risco. Pessoas com pressão alta têm quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio de AVC. Isso acontece por conta do enrijecimento dos vasos e aterosclerose, comuns em hipertensos, que pode levar à obstrução arterial. Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas.

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Diagnóstico

O diagnóstico e tratamento precoce dependem da rapidez com que o paciente procura o serviço de emergência capacitado para o atendimento de AVC, que deve contar com equipe treinada e tomografia disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O tempo recomendado para o diagnóstico do paciente com AVC, da entrada no setor de emergência até a confirmação por exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) deve ser, no máximo, de 45 minutos. A tomografia é mais utilizada pela rapidez, disponibilidade e falta de contraindicações para sua realização.

Devem ser realizados também exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório, com a finalidade de identificar a causa da isquemia.

(via Hospital Albert Einstein)

PARTE II - MEDICINA ORIENTAL

Um estudo (1) realizado em Singapura com patrocínio do The National Natural Science Foundation of China ( http://www.nsfc.gov.cn/ ) e do Peking Union Medical College Hospital ( http://www.pumch.cn/ ) em modelo experimental utilizando animais constatou atividade neuroprotetora dos acupontos VG – 20 (GV – 20 Bai Hui) e E –36 (ST- 36 Zu San Li).

Tanto a Acupuntura quanto a Eletroacupuntura reduziram significativamente o tamanho da área lesionada e melhoraram a função neurológica bem como a infiltração de células inflamatórias.

PARTE III – NOTAS SOBRE OS ACUPONTOS

(via Meihua.net)

VG 20 Bai Hui

LOCALIZAÇÃO DO PONTO

Situa-se no meio do crânio, no topo da cabeça, na intersecção da linha mediana do corpo com a linha que parte do eixo vertical das duas orelhas, ou na linha média, a sete tsun acima da linha de inserção dos cabelos da nuca.

ANATOMIA

A agulha de Acupuntura atravessa a pele, o tecido celular subcutâneo e a aponeurose epicranial e atinge a lâmina subaponeurótica; relaciona-se com os nervos occipital maior, frontal e nervo auriculotemporal.

CARACTERÍSTICAS DO PONTO

O ponto Baihui recebe Energia de todos os Canais de Energia Secundários provenientes dos Canais Yang da mão e do pé

Ponto de intersecção do Du Mai com o Canal de Energia Principal da Bexiga

INDICAÇÕES DO PONTO

Epilepsia

Esquizofrenia

Convulsão

Apoplexia

Cefaléia de vértex

Hemiplegia

Perda de memória

Obstrução nasal

Zumbidos

Prolapso retal

Surdez

Prolapso uterino

Hemorróidas

Desfalecimento

Tontura rotatória

Insônia

Ansiedade

Palpitação

Desejo de chorar

Funções Energéticas do Ponto

Remove e dispersa o excesso de Yang dos Canais de Energia Yang

Mantém o Yang Qi do corpo

Estabiliza a subida do Yang Qi

Acalma o Shen e as Emoções e clareia a mente

Reanima a inconsciência

Circula o Qi do Fígado e dispersa o Yang Qi excessivo do Fígado

Dispersa o Vento Interno do Fígado e o Vento Perverso

Relaxa os tendões e os músculos

Associações do Ponto

Choque: todos os pontos Ting: VG-26 ( Renzhong ), CS-6 ( Neiguan ), VC-24 ( Chengjiang )

Encefalite infecciosa do tipo B: VG-16 ( Fengfu ), VG-14 ( Dazhui ), IG-11 ( Quchi )

Cefaléia: M-CP-3 ( Yintang ), M-CP-9 ( Taiyang ), IG-4 ( Hegu )

Prolapso do ânus: VG-1 ( Changqiang ), B-57 ( Chengshan ), VC-15 ( Jiuwei )

Prolapso do útero: VC-6 ( Qihai ), M-TA-16 ( Weibao ), E-36 ( Zusanli ), VC-4 ( Guanyuan ), B-32 ( Ciliao )

Palpitação: VG-11 ( Shendao ), TA-10 ( Tianjing ), TA-2 ( Yemen )

Ansiedade: VG-18 ( Qiangjian ), B-6 ( Chengquan )

Febre alta e cefaléia: VB-20 ( Fengchi ), IG-4 ( Hegu ), IG-11 ( Quchi ), VG-14 ( Dazhui )

Gastroptose: VC-12 ( Zhongwan ), VC-6 ( Qihai ), E-25 ( Tianshu ), E-36 ( Zusanli )

Insônia: C-7 ( Shenmen ), TA-17 ( Yifeng ), VG-23 ( Shangxing )

Vertigem: F-3 ( Taichong ), ID-3 ( Houxi ), E-25 ( Tianshu )

Indicações Tradicionais do Ponto

"Quando o doente começa a queixar-se de dor de cabeça causada pelo Vento Perverso, deve-se estimular o ponto VG-20 ( Baihui ) associado aos pontos VG-23 ( Xangxing ), VB-5 ( Xuanlu ) e B-2 ( Zanzhu ); se há queixa de nucalgia e dorsalgia, deve-se estimular o ponto VB-20 ( Fengchi ) e o VG-16 ( Fengfu )." ( Su Wen )

E – 36 Zu San Li

LOCALIZAÇÃO DO PONTO

Situa-se a três tsun distal ao E-35 ( Dubai ) e a um tsun lateral à margem anterior da tíbia, entre os músculos tibial anterior e extensor comum dos dedos.

ANATOMIA

A agulha de Acupuntura atravessa a pele, o tecido celular subcutâneo e o músculo tibial anterior e atinge a região intertibiofibular; relaciona-se superficialmente com os ramos do nervo cutâneo-sural lateral e do nervo safeno e, profundamente, com o nervo fibular profundo.

CARACTERÍSTICAS DO PONTO

Estimular este ponto quando o doente sente uma dor que vai do joelho para a panturrilha, com a sensação de estar a perna quebrada

Ponto Ho do C.E. do Estômago correspondente ao Movimento Terra; ponto que apresenta a máxima concentração de Energia Terra no C.E.do Estômago

Estimular este ponto para dispersar a Energia Perversa da parte média do corpo

Estimular este ponto nas afecções energéticas do Estômago, com o abdome distendido

Estimular este ponto quando o doente sente dores no Estômago e no Coração; quando se tem a impressão de que os membros superiores e inferiores perderam a sua ligação

Nas afecções crônicas das articulações, devido à Umidade, deve-se aquecer as agulhas e estimular o E-36

Quando há Plenitude ou Vazio de Qi, excesso de Yin ou Yang, deve-se sempre estimular o E-36, tonificando-o ou dispersando-o

Quando há sintomas Yin no interior do corpo, deve-se tonificar o E-36

O ponto E-36 é o ponto de difusão de Qi para o Baixo do corpo, enquanto que o E-30 o é para o Alto

Nos distúrbios do Intestino Grosso e do Estômago, deve-se estimular os ponto da Bexiga e do Estômago, se não há resultado, estimular o E-36

Nos distúrbios de Wei Qi, deve-se dispersar a Energia estagnada do E-36 o mais rápido possível

Estimular este ponto em todas as afecções do Intestino Grosso,tonificando-o se há Vazio de Qi,ou dispersando a Energia estagnada,se há Plenitude de Qi

Se o doente apresentar borborigmos, com sensação de que a Energia acomete a parte alta do corpo, com dificuldade respiratória,

isto significa que a Energia Perversa penetrou no Intestino Grosso. Neste caso estimular os pontos VC-6, E-37 e E-36

É um ponto regulador geral de Energia

INDICAÇÕES DO PONTO

Gastrites aguda e crônica

Úlceras gástricas e duodenal

Enterites aguda e crônica

Pancreatite aguda

Indigestão

Gastralgia

Hemiplegia

Estado de choque

Fraqueza geral

Anemia

Alergia

Hipotensão

Icterícia

Asma

Enurese

Neurastenia

Afecções do sistema reprodutor

Dor e distensão abdominal

Náuseas

Vômitos

Dificuldade de urinar

Epilepsia

Palpitação

Estupor

Depressão e mania

Gritos histéricos

Funções Energéticas do Ponto

Tonifica o Qi Nutrição, o Qi e o sangue

Regula, hamoniza e fortalece o Qi Mediano ( Baço/Pâncreas/Estômago )

Regula e umedece os Intestinos

Harmoniza e tonifica o Qi do Pulmão

Tonifica o Qi dos Rins e do Yuan Qi

Tonifica o Wei Qi, restaura o Yang Qi e forma o Jin Ye

Faz circular o Qi e o sangue

Aumenta a Energia Essencial

Redireciona o Qi em tumulto

Transforma a Umidade e a Umidade-Calor

Drena a Umidade e a Umidade-Frio

Dispersa o Vento e o Frio

Associações do Ponto

Náuseas, vômitos: CS-6 ( Neiguan )

Pancreatite:E-39 ( Xiajuxu ), VB-34 ( Yanglingquan ), CS-6 ( Neiguan )

Indigestão: IG-4 ( Hegu ), E-25 ( Tianshu ), VC-14 ( Guanyuan ), VC-12 ( Zhongwan ), BP-4 ( Gongsun )

Obstrução intestinal aguda: IG-4 (Hegu), CS-6 (Neiguan , VC-12 (Zhongwan), E-25 (Tianshu) , B-25 (Dachangshu), B-32 (Ciliao)

Fraqueza geral: VC-4 ( Guanyuan )

Distensão abdominal: E-25 ( Tianshu ), VC-6 ( Qihai ), CS-6 ( Neiguan )

Depressão e mania: CS-5 ( Jianchi ), VC-24 ( Chengjiang ), B-15 ( Yinshu )

Afecções do Estômago e dos Intestinos:VC-12 (Zhongwan), E-25 (Tianshu), CS-6 (Neiguan), BP-4 (Gongsun)

Paralisia e atrofia de membros inferiores:VB-30 (Huantiao), B-54(Weizhong), VB-34(Yanglingquan), BP-6(Sanyinjiao)

Edema e disúria: E-28 ( Shuidao ), B-23 ( Shenshu )

Mastite: E-18 ( Rugen ), VB-42 ( Diwuhui )

Doenças hepáticas e biliares: F-4 ( Zhongfeng ), F-14 ( Qimen ), VB-40 ( Qiuxu ), VB-24 ( Riyue )

REFERÊNCIA

1 Hong Xu, Yamin Zhang, Hua Sun, Suhui Chen, Fuming Wang.  Effects of Acupuncture at GV20 and ST36 on the Expression of Matrix Metalloproteinase 2, Aquaporin 4, and Aquaporin 9 in Rats Subjected to Cerebral Ischemia/Reperfusion Injury. Research Article | published 14 May 2014 | PLOS ONE 10.1371/journal.pone.0097488.

Para acessar o artigo na íntegra clique aqui.

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Se você, ou uma pessoa que você ama, sofre com problemas de saúde de difícil solução e fica vagando por vários profissionais que às vezes não lhe dispensam a atenção que você quer e precisa ou, por outro lado, faz tratamentos longos e caros sem experimentar uma melhora, talvez seja a hora de você se consultar com um ACUPUNTURISTA!

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NOTA EXPLICATIVA: O que é Acupuntura? A Acupuntura é uma técnica milenar da Medicina Tradicional Chinesa, bem como a auriculoterapia, moxabustão, ventosaterapia,an-ma e a reflexologia, dentre outras. É considerada como uma medicina alternativa ou complementar. Os pontos da Acupuntura utilizados nas sessões tratam desde uma lombalgia até problemas mais graves. Os pontos de Acupuntura atuam também de forma bastante eficaz sobre as dores, stress, vícios e na estética - acupuntura estética. O acupunturista integra os esforços da fisoterapia, da homeopatia, da medicina convencional e de inúmeras outras áreas, incluindo aí demais especialidades abarcadas pelas terapias alternativas. A Eidos Acupuntura e Medicina Chinesa está sediada em Curitiba, Paraná. Em nossa clínica o acupunturista utiliza principalmente a técnica chinesa complementada por outras técnicas milenares igualmente fundamentadas nos pontos de Acupuntura para proporcionar saúde, beleza, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes.

PONTOS-GATILHO MIOFASCIAIS

PONTOS-GATILHO MIOFASCIAIS – REVISÃO

TRIGGER POINTS DORSAL ACUPUNTURA CURITIBA

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RESUMO

Os pontos-gatilho miofasciais (PGMs) são nódulos palpáveis dolorosos que produzem dor referida espontânea e/ou a dígito pressão. A presença de pontos-gatilho pode levar à perda da produtividade e consequente incapacidade biopsicossocial, reduzindo a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Apesar de importante disfunção musculoesquelética, muitos pacientes não recebem o tratamento adequado para tal, em parte, deve-se à subjetividade do diagnóstico, que se baseia na história do paciente e na capacidade técnica do exame físico em localizar os pontos.

Alguns meios diagnósticos têm sido implementados à avaliação dos PGMs, a fim de dar maior acurácia à localização desses pontos, como a termografia, eletromiografia e eletropalpação. No presente trabalho, objetivou-se revisar os estudos sobre o desenvolvimento do conceito de pontos-gatilho, bem como das teorias de sua patogênese e seu diagnóstico clínico.

Ainda não há uma explicação concreta de sua patogênese, existindo teorias que, em conjunto, pode oferecer indícios de sua formação. Diante disso, exames histológicos e clínicos ainda precisam ser desenvolvidos a fim de tornar o diagnóstico mais fidedigno, para que o tratamento desses pontos possa ser mais efetivo.

Palavras-chave: Pontos-gatilho. Dor referida. Síndromes da dor miofascial.


INTRODUÇÃO


Os pontos-gatilho miofasciais (PGMs) são definidos como nódulos palpáveis presentes numa faixa tensa localizada no músculo que, espontaneamente ou à dígito-pressão, produzem um padrão de dor referida reconhecida pelo paciente1. A fisiopatologia da formação dos PGMs ainda não está bem esclarecida, existindo, portanto, várias teorias que tentam explicar tal processo2,3,4. Condições lesivas como macrotraumas, microtraumas, isquemia, inflamação, sobrecarga funcional, estresse emocional, disfunções endócrinas, deficiências nutricionais e infecções crônicas são consideradas predisponentes para o aparecimento dos PGMs5. A importância do estudo desses pontos se dá pela ampla sintomatologia gerada por eles, como dor referida que, por vezes, são confundidas com dor visceral6, diminuição da flexibilidade muscular, fraqueza muscular e alteração da propriocepção7.


O presente artigo visa revisar os estudos sobre o desenvolvimento do conceito de pontos-gatilho, bem como das teorias de sua patogênese e seu diagnóstico clínico, mecanismo de lesão e tendo como base uma revisão da literatura através de artigos indexados e livros que abordem o assunto.


RESULTADOS E DISCUSSÃO


Perspectivas Históricas Conceituais


Achados laboratoriais


Não existem indicadores laboratoriais que possam identificar com precisão a presença de PGMs, o que faz com que a pesquisa da sua fisiopatologia seja dirigida para verificação das teorias existentes19. Achados histológicos não se mostraram conclusivos, apresentando áreas de alterações fibrosas, mas com ausência de células inflamatórias, embora exista uma forte hipótese de mecanismos histopatológicos envolvidos20.

Alguns estudos identificaram fibras musculares edemaciadas nos locais de presença de nós, apresentando também sarcômeros contraídos, o que revela uma tensão exacerbada pela alteração da relação comprimento-tensão8. Isso é traduzido microscopicamente com a presença quase que exclusiva de banda A e ausência de banda I, evidenciada em sarcômeros totalmente contraídos21.


Foi demonstrado através de biopsia de PGMs de pacientes fibromiálgicos que pode haver concentrações baixas de fosfato de alta energia em detrimento de elevadas concentrações de fosfato de baixa energia quando comparados com outras regiões musculares sem PGMs dos pacientes e do grupo controle22. Tal achado aponta que exista um distúrbio metabólico local, mas ainda não esclarecido.

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Patogênese


Algumas teorias tentam explicar a patogênese dos PGMs, porém, não são totalmente aceitas entre os pesquisadores.


Hipótese do fuso muscular. Essa teoria, proposta por Hubbard e Berkoff, aponta os fusos musculares (FMs) como os principais responsáveis pela formação dos PGMs. Os fusos participantes desse processo são denominados FM anormais23. A anormalidade à que estes autores se referem é a atividade elétrica espontânea apresentada pelos fusos nas proximidades dos PGMs. A função dos FMs é fornecer informações detalhadas sobre o comprimento e o movimento do músculo ao sistema nervoso central24, mediando informações em resposta a um alongamento experimentado pelo músculo.


Nos FMs anormais, essas informações não estariam atreladas ao estímulo mecânico da musculatura, mas ativada espontaneamente, onde o reflexo dos FMs acontece, como se o músculo estivesse levemente alongado. O neurônio anuloespirado leva a mensagem para a medula e, posteriormente, para o neurônio alfa que, por sua vez, leva a liberação de uma pequena quantidade de acetilcolina na placa terminal, quantidade essa insuficiente para gerar uma contração muscular vigorosa, mas capaz de manter algumas fibras contraídas25,26. Além disso, Hubbard e Berkoff afirmam ainda que a presença de fusos anormais em um músculo poderia causar espasmos nos músculos vizinhos, por meio de compensações do corpo incomuns, que provocariam frequência de descargas elétricas e contração anormais8.


Dois fatos contrariam essa teoria: 1- fusos musculares estão distribuídos por todo o músculo, incluindo áreas em que não há atividade eletromiográfica; 2- tratamentos eficazes como a toxina botulínica, uma das modalidades usadas para o tratamento dos PGMs, interrompem a transmissão do impulso nervoso para o fuso através da ação direta na placa neuro-muscular. Sendo assim, a disfunção estaria localizada no botão sináptico, na junção neuromuscular ou na membrana pós-sináptica, e não apenas na disfunção dos FMs27.


Hipótese da placa motora (Motor endplate hipothesis) ou dos botões sinápticos disfuncionais. Essa hipótese, proposta por Hong e Simons, sugere uma possível disfunção dos botões sinápticos como causa dos PGs. Esta disfunção resultaria em uma liberação contínua de quantidade excessiva de acetilcolina (Ach) no espaço sináptico28. A acetilcolinesterase presente neste espaço seria insuficiente para neutralizar a alta quantidade de Ach. Essa Ach não hidrolisada ficaria livre para agir na membrana pós-sináptica, provocando despolarizações seguidas e, consequentemente, repetidas ativações de alguns elementos contrácteis das fibras musculares relacionadas aos botões sinápticos disfuncionais, o que poderia produzir algum grau de encurtamento entre os sarcômeros envolvidos29,30,31.


Hipótese da crise energética (Energy crises theory). Juntamente com a ideia dos botões sinápticos disfuncionais, é considerada a que melhor possa explicar a formação dos PGs5. Uma lesão no sarcolema ou destruição do retículo sarcoplasmático, devido a um microtraumatismo, resulta em liberação de Ca++ e acúmulo deste próximo ao local da lesão. O Ca++ livre interage diretamente com os miofilamentos, mesmo sem a presença de um potencial de ação, promovendo uma contração muscular mantida. Estando a circulação sanguínea normal, este processo é revertido pela remoção de Ca++ de volta para o retículo sarcoplasmático, o que finaliza a contração muscular. Nos casos em que a circulação local está comprometida, a remoção de Ca++ não acontece ou é insuficiente, resultando em uma área rígida, isquêmica, com acúmulo de resíduos metabólicos e sem chegada de fontes de energia.


Todos esses eventos contribuem para o que Simons denomina de “crise energética intensa local”. Por falta de fontes de energia, os sarcômeros não possuem ATP suficiente para ativar a bomba de Ca++, e assim não ocorre por seu retorno para o retículo sarcoplasmático, resultando em uma contração muscular máxima e sustentada dos sarcômeros31. A dor sentida no local da lesão pode ser explicada pela liberação de substâncias, como bradicinina, prostaglandinas e histaminas, que podem sensibilizar nociceptores, devido à hipóxia local intensa e a crise energética dos tecidos.


Hipótese do processo neuropático para dor muscular (Radiculopathic model for a muscular pain). A hipótese do processo neuropático é apresentada por Gunn, o qual afirma que quando um músculo envolvido numa disfunção miofascial é inervado por um nervo patológico, este pode gerar um processo de hipersensibilidade e formação de PGMs como um acometimento secundário a radiculopatia2. A lesão nervosa seria a origem desta disfunção, sendo essa a explicação do músculo acometido não apresentar nenhuma patologia relacionada
com as alterações sensoriais, motoras e autonômicas vistas na síndrome dolorosa miofascial.


Hipótese do tecido cicatricial. Estudos histológicos têm demonstrado a presença de tecido fibroso próximo ao tecido cicatricial em casos de lesões graves. Esse achado não é necessário para o diagnóstico de PGM, embora a síndrome crônica do PGM possa gerar a formação de tecido cicatricial32.

TRIGGER POINTS HEAD 2 ACUPUNTURA CURITIBA


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Mecanismo da lesão


O mecanismo da lesão é a forma principal de desencadeamento de PGMs, independente de qual mecanismo fisiopatológico levará a sua formação. Estudos apontam microtraumas, agudos ou repetidos, como contribuintes para a formação desses pontos dolorosos, além de outros fatores como: distúrbios do sono, deficiências de vitaminas, predisposição para desenvolvimento de microtraumas e distúrbios posturais.33,34,35


Como possíveis causas de microtraumatismos, podem-se apontar: alongamentos ou encurtamentos excessivos, sobrecarga muscular, movimentos repetitivos (lesões causadas pela repetição de ações, muitas vezes, culminando na conhecida lesão por esforço repetido), movimentos rápidos (como os observados nas lesões esportivas), trauma direto, quedas e acidentes que envolvam uma contração muscular rápida reflexa, pontos de tensão (assimetrias posturais que podem levar compensações corporais e tensionamento excessivo de um determinado músculo).


Microscopicamente, podem-se verificar encurtamentos de sarcômeros levando ao encurtamento muscular. A reação compensatória do músculo contra a dor, juntamente com o encurtamento patológico dos sarcômeros, provocam uma perda de flexibilidade. A perda da flexibilidade altera a mecânica articular e, consequentemente, perturba a propriocepção gerada nesta. Com a propriocepção anormal, não ocorre o envio de informações precisas do segmento corporal correspondente e uma nova lesão poderá se sobrepor e intensificar ainda mais o problema7.


Mecanismos de padrão de dor referida


Alguns diferentes mecanismos são descritos para tentar explicar a dor referida35:


Convergência-projeção. Convergência de estímulos viscerais e somáticos sobre os mesmos neurônios em vários níveis do sistema nervoso central. Nesses casos, os centros superiores não conseguem distinguir a fonte de estímulos dolorosos e, assim, eles são interpretados equivocadamente. A dor, geralmente, é sentida no músculo e pode ser acompanhada de hiperestesia e hiperalgesia secundária na zona referida.
Convergência-facilitação: Nos casos em que os estímulos aferentes cutâneos são insuficientes para excitar o trato espinotalâmico, ocorre uma excitação facilitada pela atividade aferente visceral anormal, que é interpretada como dor.


Ramificação periférica dos axônios aferentes primários: promove uma interpretação equivocada das informações por parte do cérebro, o qual interpreta as informações provenientes de uma parte do corpo como sendo originadas em outra parte.


Atividades do sistema nervoso simpático: a liberação de substâncias prostaglandinas pelas fibras simpáticas sensibilizaria as terminações nervosas aferentes primárias na região de um PG. Estudos mostram que vários fenômenos no nível da medula espinal podem estar relacionados com o padrão de dor referida. A estimulação dolorosa de um campo receptivo de um axônio nociceptor resulta em aparecimento de outros campos receptores na mesma extremidade8,27.

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Diagnóstico


O diagnóstico dos PGMs é essencialmente clínico, sendo extremamente importante a anamnese e avaliação física bem realizada, a fim de identificar as características clínicas. Os PGMs são pontos encontrados nos tecidos moles miofasciais que apresentam hipersensibilidade, bandas tensas e dor referida, a qual pode ocorrer espontaneamente ou a digito-pressão8,36,37.


Um equívoco, bastante comum, ocorre entre a conceituação de tender point e PGM. O tender point provoca dor local e não referida, podendo ser encontrado tanto na musculatura como em estruturas ósseas e articulares38. São manifestações sensoriais das disfunções musculares e neuromusculares do nível vertebral correspondente, configurando um distúrbio secundário39.


Na termografia, o diagnóstico perpassa pela captação infravermelha da emissividade de calor pela pele mostrando hot spot (locais de maior emissão de calor) em região de PGMs, que poderiam ser confirmado com o exame clínico40. Ao exame eletromiográfico, a atividade elétrica espontânea tem sido documentada como característica dos PGMs, mesmo quando o músculo se encontra em repouso40,41.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Diante da literatura encontrada, pode-se perceber que houve uma grande evolução acerca do entendimento dos PGMs e do seu diagnóstico. Ainda permanecem imprecisas as informações concernentes ao desenvolvimento dos PGMs, com teorias ainda não comprovadas.


No que se refere ao diagnóstico, sugere-se um método de localização de PGMs denominado de eletropalpação que consiste na utilização de um gerador de pulso, programando-o nos parâmetros da TENS Convencional, associado à palpação. Ao localizar os PGMs, o avaliador percebe a eletroestimulação durante a palpação. A explicação decorre da alteração da impedância da pele por presença de processo inflamatório e alteração da atividade nervosa. Este seria um meio diagnóstico mais acessível que os já citados, mas necessita ser mais estudada e avaliada quanto a sua confiabilidade no diagnóstico.


O desconhecimento dos sinais e sintomas e da patofisiologia envolvida na gênese dos PGMs pode dificultar o diagnóstico clínico dos PGMs e repercutir negativamente na evolução de um portador de disfunção miofascial devido a esses pontos, sendo importante o aprofundamento nessa temática.


REFERÊNCIAS

 

1. Travel JG, Simons DG, Simons LS. Myofascial Pain and Dysfunction: The Trigger Point Manual-Upper Half of Body. Baltimore, Md: Wiliams & Wilkins; 1999.
2. Gunn CC. Chronic Pain: time for epidemiology. J. R. Soc. Med. 1996; 89:479-80.
3. Alvarez DJ, Rockwell PG. Trigger points: diagnosis and management. American family physician. 2002;65(4):653-60.
4. Jordão WJ, Bérzim F. Myofascial trigger point development – two hypothesis. Braz J Oral Sci. 2010;9(2):222.
5. Simons D, Hong C, Simons LS. Prevalence of spontaneous electrical activity at trigger point and control sites in rabbit muscle. J Musculoskelet Pain. 1995;1(3):35-48.
6. Chaitow L. Técnicas de Energia Muscular. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 320 p.
7. Kostopoulos D, Rizopoulos K. Pontos-gatilho miofasciais: teoria, diagnóstico, tratamento. Rio de Janeiro: Ed. Lab; 2007.
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9. Simons DG. Review of enigmatic MTrPs as a common cause of enigmatic musculoskeletal pain and dysfunction. Journal of electromyography and
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Recebido em: 25.09.12
Aceito em: 06.11.12

CRÉDITOS: ADAPTADO DE  PONTOS-GATILHO MIOFASCIAIS: ARTIGO DE REVISÃO. AUTORES:  Ronan Vieira Costa Santos1 José Diêgo Sales do Nascimento2 Danilo de Almeida Vasconcelos3 Maria Rosa Araújo Maia4 Myrella dos Santos Vitorino5

1 Fisioterapeuta formado pela UEPB e Especialista em Quiropraxia Clínica e Desportiva (FIP). Discente de Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança - FAMENE. End.: Rua Débora da Silva Braga, n° 375, Apto. 902, Aeroclube. João Pessoa-PB. CEP 58036-843. Email: fisioterapiamanualjd@gmail.com. 2 Fisioterapeuta formado pela UEPB, Especialista em Quiropraxia Clínica e Desportiva (FIP) e Docente do Instituto de Tecnologia, Educação e Saúde (IBRATES). 3 Fisioterapeuta formado pela UEPB, Doutor em Medicina do Esporte e Docente titular da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). 4 Fisioterapeuta formado pela UEPB e Mestranda em Distúrbio do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 5 Discente em Terapia Ocupacional na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

DISPONÍVEL EM: PONTOS-GATILHO MIOFASCIAIS: ARTIGO DE REVISÃO

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Se você, ou uma pessoa que você ama, sofre com problemas de saúde de difícil solução e fica vagando por vários profissionais que às vezes não lhe dispensam a atenção que você quer e precisa ou, por outro lado, faz tratamentos longos e caros sem experimentar uma melhora, talvez seja a hora de você se consultar com um ACUPUNTURISTA!

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NOTA EXPLICATIVA: O que é Acupuntura? A Acupuntura é uma técnica milenar da Medicina Tradicional Chinesa, bem como a auriculoterapia, moxabustão, ventosaterapia,an-ma e a reflexologia, dentre outras. É considerada como uma medicina alternativa ou complementar. Os pontos da Acupuntura utilizados nas sessões tratam desde uma lombalgia até problemas mais graves. Os pontos de Acupuntura atuam também de forma bastante eficaz sobre as dores, stress, vícios e na estética - acupuntura estética. O acupunturista integra os esforços da fisoterapia, da homeopatia, da medicina convencional e de inúmeras outras áreas, incluindo aí demais especialidades abarcadas pelas terapias alternativas. A Eidos Acupuntura e Medicina Chinesa está sediada em Curitiba, Paraná. Em nossa clínica o acupunturista utiliza principalmente a técnica chinesa complementada por outras técnicas milenares igualmente fundamentadas nos pontos de Acupuntura para proporcionar saúde, beleza, bem-estar e qualidade de vida aos nossos pacientes.

NOTAS CLÍNICAS: PONTOS DE ACUPUNTURA PARA STRESS PÓS TRAUMÁTICO

acupuntura curitiba stress pós traumático

Por Roberto Almeida – Terapeuta Acupunturista

A propósito da interessante reportagem do The Jewish News Weekly of Northern California - Acupuncturist travels to Middle East to treat trauma ( http://www.jweekly.com/article/full/71780/acupuncturist-travels-to-middle-east-to-treat-trauma/ ) em que acupunturistas viajam até o Oriente Médio para tratar pessoas com estresse pós traumático ( no caso em questão relacionado à guerra), convém recuperar um artigo sobre Acupuntura e Fitoterapia Chinesa aplicada nos sobreviventes do terremoto que abalou a zona de Wen Chuan na província de Sichuan.

A partir de pesquisas realizadas após o terremoto (ocorrido em 12 de maio de 2008, cuja magnitude na escala Richter foi  de 8,0 e que matou aproximadamente 85.000 pessoas, feriu outras 358.000 e destruiu 80% de todas as edificações), um protocolo elaborado por Qing e Liang consistiu na aplicação dos  seguintes pontos de acupuntura:

VC6

VC4

B47

E36

Medicamentos fitoterápicos utilizados:

Shen Ling Bai Zhu San + Shu Di Huang, Dang Gui, Bai Shao e Huang Jing para enriquecer o yin e nutrir o sangue;

Shan Zhu Yu, Gou Qi Zi, Tu Si Zi para enriquecer e suplementar o fígado e o rim;

Xiang Fu e Mai Yao para circular o fígado, retificar o qi e auxiliar o processo de movimentação e transformação do baço.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Qing L, Liang K. On fatigue pattern post-earthquake sub-parr health. Flaws, B [trad]. Si Chuan Zhong Yi (Sichuan Chinese Medicine). 2009; (11): 21.

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